10 de fevereiro de 2013

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22º Convívio da 3ª C. Caç./B.Caç. 5010/72

Vamos comemorar mais um aniversário num almoço convívio, no sábado, 27 de Maio de 2017 no restaurante "O SANCHO", onde estivemos em 2015, perto de Anadia/Curia, ao Km 213 da EN1 do lado esquerdo no sentido Sul-Norte.
Para lá chegar, quem viajar pela A1 e vier do Sul, sai (Porta 14) para a Mealhada e indo pela EN1, a 500m do cruzamento para a Curia, encontra o restaurante.
Quem vem do Porto pela A1, sai (Porta 15) para Águeda/Ílhavo/Aveiro Sul, apanha a EN235, passa por Oiã/Oliveira do Bairro/Sangalhos, EN1 e segue para Sul até 500m depois do desvia para a Curia.

O pessoal reúne-se a partir das 12:30h no restaurante.

EMENTA
Entradas e aperitivos de recepção.
Sopa de legumes ou outra.
Bacalhau no forno à Sancho.
Leitão assado à Bairrada.
Vinhos de todas as cores.
Águas minerais, refrigerantes, digestivos e café.
Bufete sobremesa com frutas e doces.
Bolo comemorativo e espumante.

Importante: Não deixem para os últimos dias a confirmação.

Contactos:
219 283 621 ex-Capitão Cosme
916 233 045 ex-Capitão Cosme
965 451 637 Viegas
919 219 929 Restaurante














As  mensagens de confirmação vão chegando umas atrás das outras, de norte a sul. Os jovens da 2ª C. Caç. 5010/72 preparam-se para amanhã dia 2 de Outubro realizarem mais um “golpe de mão”.

A partida dos vários pontos onde cumprem os seus deveres de cidadãos e antigos combatentes, será à hora mais conveniente para podermos estar todos à beira do Mondego em Coimbra a horas de ultimarmos as últimas instruções de modo a que o “golpe de mão com assalto ao tacho” corra de acordo com as boas regras, como sempre desde 1972 foi apanágio dos valorosos soldados da nossa Companhia de Caçadores.

Amanhã, não precisamos de levar a G3, nem os rádios “racal”(?) das transmissões, nem usaremos os unimogues e as berliets no lançamento da operação. iremos alegres e contentes de automóvel e comboio para mais esta operação. Em vez do equipamento militar usaremos a força da camaradagem que nos une, sem hierarquias, porque o que nos move é a força da amizade que desde o B. C. 10 em Chaves, passando pelo Forte de Santiago da Barra em Viana do Castelo, pelas matas do Mumbué e Ponte de Zadi, Leste e Norte de Angola, com justiça e algumas injustiças soubemos criar.

Um exemplo ignorado por muitos dos políticos, que hoje mandam e influenciam o nosso destino, o nosso futuro de antigos combatentes e da própria Nação, que nos viu um dia partir para uma guerra sem nexo mas com muitos traumas ainda nos corredores do poder.
Até amanhã camaradas!

Carlos Andrade (ex-Alferes Milº/2ª CCaç.)

Reportagem deste evento encontra-se na página Convívios





Sem abrigo, uma triste realidade...





Andam antigos combatentes das guerras de África na rua, sem abrigo, sem trabalho, alguns já sem família, sem uma reforma digna; muitos sofrendo de antigos traumas sem conseguirem assistência médica para minimizarem os seus traumas as suas dores; temos instalações militares abandonadas a degradarem-se, outras vendidas em negócios que não se podem ou devem comentar. Para tudo isto a classe politica do arco da governação, passa ao lado, negoceia instalações para a especulação imobiliária, dá perdões, distribui subsídios aos que têm dinheiro e não olha, ignora, não quer saber daqueles que um dia tomaram a opção de não desertar e foram combater em África, contribuindo a seu modo para a consciencialização dos Militares do Quadro Permanente e como tal para o 25 de Abril. Os milhões que se dão a quem tem dinheiro, sejam fundações, sejam clubes de futebol, dava para recuperar algumas instalações militares meio abandonadas de modo a servirem de lar a todos os antigos combatentes que a elas recorressem. Não são precisas instalações de luxo e como tal ainda ia sobrar muito dinheiro para distribuir em subsídios e perdões aos que agora beneficiam deles, até um dia...

Carlos Andrade (ex-Alferes Milº/2ª CCaç.)





3º Convívio do B.Caç. 5010/72





Lá estivemos em Viana do Castelo, no Forte de Santiago da Barra onde nos encontramos e naquele local de partida, prestamos a nossa singela homenagem a todos os militares, antigos combatentes, que por lá passaram a caminho dos palcos de guerra em que a nossa Pátria estava envolvida por incapacidade dos seus governantes.

A missa que este ano pela primeira vez se celebrou, foi bonita. O nosso camarada Padre Amorim, acompanhado por nós e com a ajuda dos elementos da Liga dos Antigos Combatentes, fizemos ali naquela Igreja de S. Domingos, o momento único das celebrações. Ali estiveram todos os elementos que um dia constituíram o Batalhão de Caçadores 5010/72, os ausentes por incapacidade económica, os ausentes por não quererem recordar os velhos tempos de serviço militar, os que já faleceram quer em Portugal, quer em Angola, quer em outro país para onde tenham emigrado, juntamente com os presentes e todos dissemos de uma forma ou de outra: - “Pronto”!

Prestada a homenagem aos antigos combatentes junto ao antigo BC9, fomos para o almoço.
Como todos os almoços, foi um dia diferente e bem passado, onde se revêm velhos tempos e histórias.
Para o ano haverá mais e vamos procurar estar presentes!

Carlos Andrade (ex-Alferes Milº/2ª CCaç.)

Encontra-se na Página "Convívios” a reportagem fotográfica do evento. 






Em 27 de Setembro vamos a Viana do Castelo.

Aproxima-se mais um dia de reencontro dos jovens que formaram o Batalhão de Caçadores 5010/72 - «Nós Somos Capazes». Nas terras transmontanas de Chaves os caçadores formaram-se em semanas de curso intensivo não subsidiado e, entre Chaves e Viana do Castelo receberam os especialistas, assim cantando e rindo, entre o medo e o dever lá foram até terras angolanas.
 
Às terras vermelhas de Luanda seguiram-se as terras arenosas do planalto central, terras do Bié actual Kuito onde o chamado IN andava não só dividido em guerras internas, como quase ausente; só a UNITA por lá vivia em acordos secretos com os mandantes de Luanda e se calhar de Lisboa também, até ter rompido os tais acordos no final de 1973, reiniciando as acções de guerrilha na passagem de ano.

Ao lema do Batalhão só neste tempo de almoços de confraternização lhe dei alguma importância e faço dele a nossa bandeira «Nós Somos Capazes».

Efectivamente fomos e somos capazes de nos reunirmos, sem mágoas, sem traumas, recordando cenas passadas e fazendo das recordações um monumento à Amizade que ano após ano, nos vai juntando quer ao nível das Companhias, quer ao nível de Batalhão.

Neste ano em que celebramos os 40 anos de regresso ao seio dos nossos familiares, ao convívio dos nossos amigos e à Pátria onde nascemos, uma saudação especial para os nossos camaradas que pertencendo a Angola por lá ficaram, fazendo daquele território a sua terra, a sua Pátria. Uma outra saudação não menos especial para todos os camaradas que pelas mais diversas razões não podem estar presentes neste dia de confraternização e de lembranças.

Espero que para além da missa que o Capelão, agora Padre Amorim, irá celebrar consigamos à volta da mesa do almoço guardar um minuto de silêncio pelos camaradas das diversas companhias que entretanto faleceram e já são muitos infelizmente.

Por último para todos os presentes sem esquecer os ausentes, em nome da 2ª Companhia votos sinceros de Saúde e Sorte nestes tempos difíceis que a Pátria atravessa e nós mais uma vez os vivemos e sentimos na certeza de que «Nós Somos Capazes».

Carlos Andrade (ex-Alferes Milº/2ª CCaç.)




25 de Abril/2014 – 40 anos

Onde estávamos há 40 anos? Como nos sentíamos há 40 anos?

Jovens, é certo. Com uma vontade de regressarmos para os braços de nossas mães, de nossas mulheres, de nossas namoradas e de nossos amigos. Contávamos os dias nos calendários que tínhamos, riscando cada dia que passava na esperança de que os outros passassem depressa. Éramos jovens movidos pela saudade e a vontade de querer regressar sãos e salvos. Aquela guerra, sendo nossa, pouco ou nada nos dizia, nas sortes consideram-nos aptos para o serviço militar e naquele tempo era uma festa, havendo mesmo quem depois de ir às sortes fizessem bailes no clube lá da terra.

Depois, davam-nos uma farda e uma G3 e a maioria de nós lá andávamos com ela nos braços até ao último dia de tropa. Não tínhamos direito a dizer se gostávamos ou não de andar com ela nos braços. Não tínhamos voto na matéria, estávamos ali para cumprir ordens, defendermos a Pátria etc. o que para nós eram tretas dos que nos mandavam fazer a guerra.

Um pensamento nos alimentava a esperança «a vontade de voltarmos» e também naquela guerra de contra guerrilha havia um princípio que se sobrepunha a todas as teorias, a todas as tácticas e estratégias militares, «tenho que matar o outro antes que ele me mate a mim ou ao meu camarada de pelotão».

E quando andávamos nas nossas operações por terras do leste de Angola, no planalto do Bié, ao sairmos de mais uma sessão que o homem do cinema nos levava, naquela quinta-feira à noite o comerciante Pato esperava-nos para nos dizer que tinha havido um golpe militar no Puto. Lembro-me de lhe perguntarmos quem terá comandado o golpe e não sabendo bem porque as notícias eram poucas, sempre nos disse que teria sido o Kaúza. Deitamonos a pensarmos que estávamos fodidos que nunca mais íamos voltar.

No dia seguinte prepararmo-nos a preceito para recebermos as altas patentes da Região Militar Leste que iriam entregar as novas casas aos dois grupos de GE’s locais, o GE 404 cujo comandante era o Domingos e o GE 407 cujo comandante era o Manolo. As casas, as antigas casas do pessoal da empresa que tinha alcatroado a estrada até Serpa Pinto (Menongue) lá foram entregues mas as altas patentes não apareceram e a notícia do golpe militar confirmava-se mas era um golpe militar de Esperança para Portugal e para todos os povos de língua portuguesa.

Também lá nas terras de Angola a guerra como que sofreu um ponto de ordem e não tendo sido declarada como acabada, mudou de rumo. Não podíamos facilitar mas a Esperança passou a sorrir e a andar connosco e com a nossa G3.

Voltamos e deixamos para trás companheiros brancos e negros que eram de Angola, quase todos nascidos lá e como tal para eles aquela era a sua terra. Que será feito deles? Hoje quando nos encontramos nos almoços, ou quando em momentos como este, lembro-me deles, gostava de saber que foi feito deles, se ficaram por lá, se foram para outro país ou se voltaram para a terra dos pais e dos avós que é Portugal.

40 anos passaram. Tinha naquela quinta-feira do dia 25 de Abril 23 anos. Cheguei ao Mumbué no dia em que fiz 22 anos a 22 de Dezembro de 1972, um jovem cuja responsabilidade primeira era defender a vida do grupo de combate. Acho que cumpri. Levei 30 jovens e voltamos 30 homens.

Carlos Andrade (ex-Alferes Milº/2ª CCaç.)




Plenário Convívio da 2ª C. Caç. 5010/72
No dia 20 de Outubro de 2013, no restaurante "D. Pedro" em Coimbra, a rapaziada da 2ª C.Caç. 5010/72 encontrou-se para trocarem abraços, reverem-se nos jovens mais maduros que são hoje, lembramos as peripécias passadas aquando da comissão de serviço que fizemos por terras de Angola, desde as terras do Bié, no leste, até às de Maquela do Zombo no norte. Falamos e lembramos dos que por cá andam, dos ausentes, dos que já faleceram e dos que ficaram em Angola.


Para celebrar o acontecimento nada melhor que uma ementa a lembrar as refeições gourmets que o Chefe Cardoso com os seus auxiliares Pereira e Acácio nos presenteavam quando nos dias de folga, os operacionais deixavam as célebres rações de combate sempre lembradas sem saudades, enquanto que, os especialistas beneficiavam diariamente das suas refeições, certificadas que eram pelos melhores peritos em nutricionismo. Tudo isto atestado e comprovado, pois nenhum de nós engordou enquanto cumprimos a comissão de serviço.





26º Convívio da CCS/B.Caç. 5010/72
A CCS realizou o seu encontro/convívio anual, no dia 30 de Novembro de 2013, no restaurante 
“O Alfaiate” em Canidelo (V.N.Gaia).
 Reportagem deste evento encontra-se na página Convívios



Um dia diferente, para melhor!
Ontem (11/07/2013) foi um dia diferente.

Indiferente às trincas e tristezas políticas fui até Coimbra.

Depois da reunião nos HUC sobre o Sistema Wellan2000 que lá tenho instalado, parti em busca do Cardoso ex condutor na 2ª C Caç 5010/72. Dos dois condutores de nome Cardoso, este era e é o mais pequeno de tamanho mas tão grande como qualquer um de nós, já que os homens não se medem aos palmos. Conversámos até que ele me foi levar à estação Coimbra B para voltar para casa.

Sentimentos estranhos me invadem nestes reencontro com os ex camaradas de tropa, de guerra, de medos e aventuras.

A alegria do abraço sentido de emoção do reencontro ainda compreendo, já não sei, nem compreendo a tristeza que sinto quando recebo a notícia de que o ex camarada Ferreira ou Pimenta ou Sá, ou Fafe já morreram. Uma emoção triste que não compreendo mas que sinto e me invade na recordação triste dos jovens que um dia me deram para eu tão jovem quanto eles, comandar no teatro da guerra de guerrilha em Angola. Fomos jovens e regressámos mais homens. Depois a vida nos separou, cada um seguiu o seu caminho e agora neste tempo de reencontro, vivo sentimentos contraditórios de alegria pelo seu bem-estar e às vezes de tristeza.

No próximo domingo alguns camaradas vão estar com ele em Coimbra. A todos deixei o meu abraço ao Cardoso. É para lá que em Outubro a 5 ou a 12 nos havemos de encontrar muitos mais.

Ontem foi um dia diferente para melhor! 

Carlos Andrade (ex-Alferes Milº/2ª CCaç.)



As Minhas Memórias
Chitembo
4-8-1973
António Gonçalves Fernandes

Pelas 7 e 30 horas dirijo-me ao templo, afim de orar. Acompanha-me a Gina, pequena de 12 anos, porque os irmãos estão ainda na cama. Decorrem as férias e é preciso aproveitá-las.
Apesar de tudo, na casa do Gomes, trabalham já os diligentes artistas. Madrugadores e assaz activos, votam-se ufanos, a alindar a habitação.

Momentos depois, chegávamos à igreja.
Abro a porta da entrada e com grande surpresa, depara-se-me logo vultuoso invólucro, em frente do altar. Não futuro, logo de repente, o que seja aquilo. Julgo, na minha, tratar-se de encomenda para o culto divino.

Observando melhor, impressiona-me ali um cheiro cadavérico, vem-me então à ideia tratar-se de um defunto, o que a nossa miúda logo confirmou.
Aproximei-me então um pouco mais, facultando com isto ver uma legenda, na parte da frente: «Contém a urna os restos mortais de António Gonçalves Fernandes, soldado da 1ª Companhia de Caçadores do Batalhão de Caçadores 5010».

Ao alto, uma serpentina de aspecto antigo, com o resto das velas, já quase extintas.

Podia lá ser! Um valente soldado do Exército Português, sozinho, no templo?! Quê?! Um ser humano, alegria e conforto de seus pais extremosos, ali abandonado, em negro olvido?! Ninguém a velar! Ninguém a chorar! Que é isto?!

Escandalizado, procuro ligar as minhas ideias, mas não sou capaz!
Será exato o que vêem meus olhos?! Os vivos, afinal, já não ligam aos mortos?!






18º Convívio 3ª C.Caç./B.Caç. 5010/72
A 3ª Companhia realizou o seu encontro/convívio no dia 25 de Maio de 2013 no restaurante da “Estalagem da Pateira” em Fermentelos.
Reportagem deste evento encontra-se na página Convívios



 
18º Convívio da 1ª C.Caç./B.Caç. 5010/72
A 1ª Companhia realizou o seu encontro/convívio anual, no dia 18 de Maio de 2013, em TREIXEDO (concelho de Santa Comba Dão - distrito de Viseu), no Restaurante “COTA MÁXIMA” no Granjal.
Reportagem deste evento encontra-se na página Convívios




Mensagem
Nesta minha primeira participação que faço no blogue do nosso Batalhão, não posso deixar de felicitar o seu mentor não só pelo excelente trabalho apresentado, bem como pela facilidade que é dada, através dele, de poder estar mais "perto" de todos os amigos que andaram por terras de Angola naqueles tempos difíceis de uma juventude que se sentiu ameaçada por um futuro muito incerto e que deixou sequelas em muitos de nós.

Muitas contrariedades, muito sofrimento e muito desrespeito por parte de quem tinha o dever de olhar para os ex-combatentes de outra forma, que fosse mais responsável e compensadora desse tempo que jamais será esquecido.

Resta-nos agora, a nós principais visados e volvidos os vários anos, organizar Encontros/Convívios para que possamos trocar um abraço, "matar" saudades e recordar o bom e o mau daqueles anos 7O.
Do Encontro da 1ª Companhia deste ano (o 18º) coube-me a mim a responsabilidade da sua organização e depois dele efectuado  aqui estarei para dar mais notícias acerca dele.

Para já e para todos os que tiverem a paciência de ler esta mensagem, deixo aqui um forte abraço, com o desejo de que tenham como principais companhias, a saúde e boa disposição.

Carlos Alberto Costa (ex-1º Cabo/1ª CCaç.)





25 de Abril - 39 anos depois
Há 39 anos estava tão longe, lá onde as noites eram mais noites, onde o tempo parecia não querer passar, só que as dúvidas eram tantas que ninguém acreditava que o tempo passasse depressa e bem.

Para nós não existiu “E Depois do Adeus” nem “Grândola Vila Morena” (esta, existia apenas numa das cassetes e ouvia-a no quarto quando o pensamento voava até à minha família, ao meu país), apenas as dúvidas habituais nos acompanharam naquela noite e no dia seguinte.

Dúvidas, muitas dúvidas como que a quererem avisar-nos de que era preciso estar sempre alerta.

Hoje tudo parece um sonho, à repressão pela Liberdade naqueles tempos, temos hoje a repressão pelo Trabalho.

Povo sofrido, povo que acreditou, povo que se deixou iludir, povo que volta a ser sofrido… a história é feita de ciclos… e só passaram 39 anos.

Carlos Andrade (ex-Alferes Milº/2ª CCaç.) 



  

Pedido de Colaboração
Programa “A Tarde é Sua” da TVI

Recebemos (Programa “A Tarde é Sua”) um e-mail muito emocionante de uma filha que quer ajudar o pai a concretizar o maior sonho da sua vida: reencontrar os antigos camaradas do PELOTÃO DE MORTEIROS 4576, que estavam aquartelados em Maquela do Zombo, Adidos no B.CAÇ. 5010/72.

O pai desta senhora chama-se David Marques Marçalo, conhecido pelos colegas como Marçalo. Eis alguns dos nomes que esta filha nos deu dos colegas que ele sonha rever:

Comandante-Alferes Quesado
Furriel Cardoso; Furriel Neto
Joaquim Montes; Rabiça; Mota; Matosinhos; Ribas; Teixeira; Santos; Carreira; Tiais; e tantos outros.

Qualquer informação sobre estes camaradas d'armas à qual a mensagem se refere, por favor contactar este blogue.
Obrigado.




NÓS SOMOS CAPAZES”

Formamos Batalhão na cidade de Chaves, aonde se chegava depois de muitas horas de viagem, quer por estrada quer de comboio. Quem não se lembra das curvas do Luso ou dos quilómetros em curvas da Régua até Vila Real e do comboio da linha do Tâmega.

Chaves e o seu quartel, Batalhão de Caçadores 10 acolheu-nos bem, mesmo sabendo que muitos de nós estávamos de passagem para terras mais longínquas. Ali recebemos a notícia da nossa sorte, Angola era o nosso destino.

Depois foram chegando os camaradas das diversas especialidades e formado o Batalhão, rumámos para Viana do Castelo a fim de termos a chamada instrução de aperfeiçoamento operacional, enquanto aguardávamos o embarque. Por lá andamos cerca de 3 meses de Setembro até Dezembro.

O frio das noites na serra de Santa Luzia era compensado com o bagaço levado nos cantis em lugar da água; também a reta de Vila Praia de Âncora até Afife com o farol sempre a dizer-nos que estava ali e nós cansados e de pés doridos nunca mais lá chegávamos, alguns de nós com os chamados pés chatos sofriam a bem sofrer naquela reta.

Veio o tempo de partida, com algumas palestras dos Comandantes de Batalhão, destes e porque já faleceram guardo na memória o Major Blasco Gonçalves, militar de trato duro mas humano.

Semana após semana as companhias foram embarcando a partir do aeroporto na Quinta do Figo Maduro em Lisboa sendo para muitos de nós o baptismo de voo. Tristes, tímidos e calados seguíamos na parte de trás do avião aquelas nove horas de voo que nunca mais acabavam. À nossa espera tínhamos a terra quente e vermelha de Angola e o Grafanil a sete quilómetros de Luanda. Definir o que era aquele entreposto de militares é difícil e só me lembro de ter recebido a minha amiga e companheira G3 e os soldados que me faltavam no grupo de combate, eles desconfiando de nós e nós olhando-os como se não fossem também portugueses de pleno direito. Depois lembro-me de partirmos em camiões civis rumo ao Leste.
Chitembo, Umpulo, Mumbué e Mutumbo foram os locais onde vivemos meses de operações e incertezas. Para mim foi especial o dia em que cheguei ao Mumbué, nesse dia de 22 de Dezembro fiz os meus 22 anos. Depois de arrumar o meu grupo de combate na caserna, sentei-me na minha mala e fiquei ali parado no tempo sem saber o que estava ali naquela terra tão distante a fazer. Os que fomos render, cantavam, batiam com os pratos e bebiam para além do normal, o capitão andava com divisas de cabo e pulava com os seus homens de alegria pelo fim da comissão naquele lugar quase no fim do mundo.
Nas casernas alguns tinham um calendário onde diariamente riscavam cada dia de comissão na esperança do regresso e os dias seguiam-se uns aos outros invariavelmente com as operações de reconhecimento, as bases tácticas montadas no Chinhondze a trazerem-nos saudades do rancho da Companhia onde quase sempre se comia carne guisada com batata ao almoço e arroz com peixe frito ao jantar e naquela terra de fruta a variedade era sempre laranja e abacaxi.
Depois do 16 de Março na metrópole ou no puto como também era designado Portugal me ter apanhado em mais uma base táctica, desta vez no Munhango, seguiu-se o 25 de Abril que na verdade só soubemos que algo se tinha passado em Lisboa no dia 26 de Abril. E agora? Era a interrogação que em silêncio percorria cada um de nós na esperança de podermos voltar. Os Pides com o seu braço armado, os Flechas, deixaram de encontrar armas escondidas na mata e passaram a andar preocupados com o seu futuro, sentia-se isso nas reuniões que ocorriam na CCS.

Quando se falava em podermos vir reforçar as tropas em Luanda de modo a evitar os conflitos que ali ocorriam, saiu-nos uma Guia de Marcha para o Norte de Angola. Ainda houve uma tentativa de nos opormos a essa deslocação, tendo alguns de nós alferes, furriéis e soldados se apresentado no Comando do Sector em Silva Porto na intenção de negociarmos com os Responsáveis Militares a não ida para o Norte desconhecido ao fim de quase 20 meses. As patentes militares não deixaram entrar os soldados e estivemos em conversação sob a ameaça de prisão até perto das 3 da manhã (salvo erro). No final prevaleceu o cumprimento da Guia de Marcha e saímos em direção a Maquela do Zombo, Béu, Ponte de Zadi e Fazenda Costa antes de rumarmos definitivamente a Luanda para no mês de Dezembro de 1974 passarmos à disponibilidade sem mortos em combate.
Na viagem de regresso do 2º convívio dos ex- militares do Batalhão de Caçadores 5010/72 veio-me à memória a frase força do Batalhão “NÓS SOMOS CAPAZES”, frase digna de uma campanha publicitária nacional para ultrapassarmos as dificuldades que Portugal atravessa.

- Fomos capazes de sairmos jovens e irmos combater numa guerra dos senhores da guerra.

- Fomos capazes de voltar mais homens, mais conscientes e preparados.

- Fomos capazes de passados tantos anos nos reunirmos em são convívio, não darmos pelas horas passarem, despedindo-nos uns dos outros com vontade de nos voltarmos a ver.

- Fomos capazes de ultrapassar divergências e hierarquias e convivermos todos como Portugueses que somos.

 - Fomos capazes de fazer jus ao estandarte do Batalhão de Caçadores 5010/72 que um dia se começou a formar em Chaves e que nos dizia mesmo sem notarmos “NÓS SOMOS CAPAZES”.

À força destas palavras “NÓS SOMOS CAPAZES” gostava de juntar uma outra frase muito em voga nos idos anos 80 do século passado “Temos que Viver Com Aquilo Que Temos”.

Sabem porquê?

- Porque Somos Portugueses Antes Quebrar Que Torcer!

- Porque “NÓS SOMOS CAPAZES”
 
Carlos Andrade (ex-Alferes Milº/2ª CCaç.)


  

2º Convívio do B.Caç. 5010/72

Caros Amigos.
Espero que todos tenham tido um bom regresso a casa.

Respondemos ao convite do Carlos Duarte em força, 71 camaradas de armas estiveram presentes e foi esta participação significativa a melhor de forma de agradecer ao Duarte o trabalho que teve para nos juntar no passado sábado. Aqui fica expresso também o meu obrigado já que à saída não tive oportunidade de o fazer. Houve tempo para rever aqueles que no ano anterior tinham estado presentes, ver muitos outros que só de nome conhecíamos e identificar pessoalmente aqueles que a idade foi tornando mais pesados e muitos outros bem mais "descapotáveis". Sinais da passagem do tempo mas que felizmente não nos retirou a boa disposição e o apetite.
A título de curiosidade divulgo algumas notas pessoais:

A presença de alguns camaradas que não tinham participado em convívios anteriores. Estas iniciativas não podem morrer e só com  esta renovação é que poderão ter continuidade assegurada.

A presença do ex-Sargento Coelho da 2ª CCAÇ. Hoje com uns rijos 82 anos.

A participação de alguns familiares como que a dizer-nos que isto não é uma reunião de solteiros e que nos obrigam a ter mais juízo do que aquele que tínhamos à época.

A vinda dos Açores do ex-Alferes Pimentel. Deixou por uns dias a tranquilidade das ilhas mas após o regresso vai ter tempo de sobra para descansar de tantas canseiras.

A presença do ex-Alferes António Mourato do B.CAÇ. 5010/74 que rendeu a 1ª CCAÇ. do nosso Batalhão. Alentejano de Évora que nos quis conhecer pessoalmente e que tem dedicado parte do seu tempo a actualizar informações passadas e actuais das terras do Béu, Zadi e Sacandica. Fica aqui o desafio para nos ir pondo ao corrente do que for recolhendo.

A presença dos 4 magníficos ex-Alferes da 1ª CCAÇ. Desculpem esta pequena vaidade mas já não estávamos juntos há 38 anos.

A presença e a alocução serenas do ex-Capelão Amorim que, infelizmente muitos não conseguiram ouvir por falta de instalação sonora.

O desabafo do organizador, porque alguns tinham dito que iriam estar presentes e não só, não compareceram, como nada disseram. Atitude sem comentários.

Até ao dia 18 de Maio 2013 algures em terras do Dão, data do encontro da 1ª CCAÇ. e até 2014 para as  comemorações a nível do Batalhão dos 40 anos do nosso regresso.
Quanto a esta última data ninguém melhor que o Duarte para organizar o evento.
Um grande abraço.

Fernando Fonseca (ex-Alferes Milº/1ª CCaç.)




Monumento Nacional aos Combatentes do Ultramar
Forte do Bom Sucesso - Lisboa
 
Estão omissos 1141 nomes no Memorial Nacional do
Forte do Bom Sucesso 
Após uma consulta no “site http://ultramar.terraweb.biz Veteranos do Ultramar, verifiquei que um dos nomes omissos no Monumento Nacional aos Combatentes do Ultramar é o do 1º Sargento da CCS do nosso Batalhão, José Maria Lemos, natural de Bragança. Por lapso, vem publicado como pertencendo à 1ª C.CAÇ.

Na época, foi publicado no jornal do Batalhão (“Jornal 5010”) esta singela Homenagem:



Faleceu no dia 30ABR1973, no Hospital Central de Nova Lisboa, o nosso amigo e camarada 1º Sargento José Maria Lemos da CCS deste Batalhão, que em 28 do mesmo mês sofrera um acidente de viação na estrada de Silva Porto – Chitembo.

O seu desaparecimento entre os militares desta Companhia, deixou profundas saudades entre todos nós; a sua camaradagem, o seu trato tanto com superiores ou inferiores, a sua dedicação pelo serviço e o seu porte como Militar e Homem, ficou bem patente e recordado nos nossos corações.
 
Que Deus lhe conceda as venturas que merece. Estará sempre bem presente nos corações de todos os militares que tiveram a ventura de com ele lidar.

A sua esposa, apresenta o “Jornal 5010” sentidas condolências.







Visita do Primeiro Ministro a Moçambique

José Alberto Morais da Silva, Coronel Piloto Aviador na Reforma, vem, por este meio, protestar contra a vergonha e humilhação por que fez passar os Antigos Combatentes vergonha quando da visita de V. Excelência a Moçambique!

Por certo que sabia ou se não sabia, alguém do luzidio séquito que o acompanhou na visita deveria ter-lhe dito, que havia um cemitério no Maputo onde estão os restos mortais d...e vários Militares Portugueses que perderam a vida nos combates em Moçambique durante a guerra do Ultramar.

Era sua obrigação, como Primeiro Ministro de Portugal ter ido prestar homenagem aos nossos mortos em combate.
Mas V. Excelência, do alto dos seus altos conhecimentos da arte de ser político ou por não ter cumprido Serviço Militar e, portanto, não saber bem o que significa a palavra Patriotismo, decidiu prestar homenagem aos mortos do nosso adversário nessa guerra, deixando no esquecimento aqueles que perderam a vida numa guerra que justa ou injusta, foi uma guerra em que perderam a vida alguns milhares de Militares Portugueses.

Este acto de V. Excelência foi mais uma desconsideração e humilhação para os Militares deste País e poderá V. Excelência ficar a saber que 1.300.000 Portugueses, Antigos Combatentes também não esquecerão a afronta cometida pelo Primeiro Ministro de Portugal.

José Alberto Morais da Silva
Coronel da Força Aérea na Reforma





Viúva vela caixão vazio durante 42 anos
Uma viúva de Peniche esteve durante 42 anos a velar uma campa com um caixão vazio, no cemitério da Bufarda.
No caixão deveria estar o corpo de um combatente em Angola, mas só estava areia e algumas peças de roupa.
A família, chocada, questiona quantos casos semelhantes não haverá no país.




Corpos de Combatentes Vivos ou Mortos
É sabido o desconhecimento ou o pseudo-desconhecimento ou o conhecimento completo do que foi a guerra. Quem a provou, limita sempre a descrição de três formas: ou exagera os relatos de acontecimentos, ou fica quedo e mudo acerca do que presenciou, ou pensa que sabe o que se passou.

Simples mortal como todos os combatentes, porto comigo angústia e depressão com distúrbios de stress associados por ter estado na guerra... Mas felizmente sem stress de guerra porque a vivi com frieza e paixão, para dizer o seguinte: participar numa guerra, é de tal modo violento, que medir ou descrever o que se passou, é um exercício sempre incompleto, e as muitas tentativas já feitas são exercícios limitadíssimos da verdade; aqui se incluem psicólogos, psiquiatras, políticos.

A verdade era e é o conhecimento por nós afirmado de que "éramos carne para canhão". Os corpos dos militares nos teatros de guerra em zona de 100% enquanto vivos, eram expostos ao perigo latente de deflagrações com explosivos, à fome e à sede, e muitas vezes ao divertimento seja em viaturas ou nos aldeamentos onde tudo acontecia sob a égide da guerra.

Mortos, os corpos dos camaradas eram os nossos próprios corpos, pois ao ouvir-se sempre que morre um combatente morremos sempre um pouco de nós era e é a única verdade.
O caso de urna sem corpo, é o caso dum corpo que morreu na guerra, e quem morre na guerra morrendo de tiro na emboscada, de mina rebentada na picada, de abono de morteiro, ou no acidente de uma viatura é um corpo trucidado para sempre com o mesmo grau de dignidade e "heroísmo" - dizermos que na guerra se tratavam bem corpos mortos ou vivos é um grande mito, uma mentira.
Sim, o camarada tratou da acomodação do corpo com rigor. Mas depois? Quem não se surpreendia ao deparar com um caixão dissimulado por um caixote onde nos sentávamos inadvertidamente numa Berliet durante a coluna, ou no porão do Nordatlas, ou em concreto quem não se lembra do que era a morgue na Enfermaria Regional de Mueda?

Este caso do Combatente Tertuliano em Angola é o caso dum corpo que vivo e infelizmente morto, foi sujeito a uma violência (que violência maior do que ter estado na guerra?) por todos nós impossível de descrever, e muito menos de medir.
A guerra traz disto e de muito mais.

João Asseiceiro

  
 


Ponte do Rio Zadi 

Imagens actualizadas da Ponte de Zadi (Maio 2012) reconstruida, depois da sua destruição em 1975 pela FNLA, com o objectivo de impedir a entrada de outros Movimentos (MPLA e UNITA) na zona de Maquela do Zombo.




Historial da Companhia de Engenharia 3336 “Aquela Máquina”

(…) No dia 03 de Maio de 1971 a Companhia parte para o Sector do Bié, Sub-Sector de Chitembo, para dar início aos trabalhos da época seca.

Divide-se em dois destacamentos. Um de obras de arte, que fica no Mutumbo sob as ordens do Alferes Ferrand de Almeida, e que tem por missão a construção de duas pontes. Uma sobre o Rio Cuanza com 24 metros de vão livre e outra sobre o Rio Luâmbua com 20 metros de vão.

Estas duas pontes de um único vão, têm apoios de betão e o vão foi vencido com perfis em “I” e os tabuleiros em madeira.

O segundo destacamento, ficou no Umpulo sob o comando do Alferes José Ferreira, e no dia 17 de Maio dá início à primeira fase da “Operação Passo em Frente”, com a abertura do itinerário definido pela vila de Umpulo e a nascente do Rio Cuvelai numa extensão de 140 km.

Esta primeira fase termina no dia 20 de Outubro/71. Ao mesmo tempo inicia-se a construção da ponte sobre o Rio Cuanza.

No início de Novembro, avança para o Mutumbo a frente de abertura que atravessa com as máquinas a vau o Rio Luâmbua e do “Drift” localizado na proximidade daquela obra de arte. Assim que se atingiram as nascentes do Rio Cuvelai, procedeu-se à desmatação para a instalação de uma Companhia de Caçadores e a pista de aterragem.

A abertura deste itinerário envolvente e de alternativa, destinava-se a desalojar o IN e ao mesmo tempo possibilitar o apoio logístico à futura Unidade, a instalar nas nascentes do Rio Cuvelai como também ao lançamento de operações através dela.

Também como ideia futura, criar a partir desse itinerário uma série de penetrantes, o que viria a suceder com a realização na segunda época de trabalhos das Operações segunda fase “Mucusal” e “Extemporânea”.
No dia 18 de Janeiro/72, dão-se por concluídos os trabalhos da época seca.

Durante o período das chuvas procedeu-se á recuperação de todo o equipamento e dá-se início às obras de construção pelos destacamentos da Companhia, nos Quartéis da Companhia de Caçadores 3321 (Umpulo) e Companhia de Caçadores 3323 (Mutumbo).

Assim foram feitas as seguintes obras:

UMPULO
Abastecimento de água
Duas casernas para praças
Instalações sanitárias para praças     
Refeitório e cozinha
Diversas arrecadações

MUTUMBO
Duas casernas para praças
Instalações sanitárias para praças
Forno para pão
Refeitório e cozinha


No dia 05 de Maio/72, fez-se a mudança da base recuada do Umpulo para Mumbué. Entretanto continuam no Umpulo e no Mutumbo pequenos destacamentos destinados à conclusão das obras aí em curso.

A 13 de Junho/72, dá-se início à primeira fase da Operação “Mucusal”, com a abertura do troço entre Mumbué e as nascentes do Rio Cuvelai, numa extensão de aproximadamente 105 km e que termina no dia 12 da Agosto.

No dia 15 de Agosto, dá-se início à segunda fase da mesma Operação, com a abertura do troço entre a Nascente do Rio Nhama-Salumana (Rio Cuito) numa extensão de 60 km.

Numa terceira fase, procedeu-se à beneficiação de retorno destes 60 km mais 40 km da época finda, entre as Nascentes dos Rios Nhama e Cuvelai.

No dia 22 de Setembro, atinge-se novamente o Mumbué com todo o pessoal e equipamento.

É ainda pedida à Companhia a abertura dum itinerário com 59 km, ligando as nascentes dos Rios Mancanda e Cuito, por ter sido detectada uma ponte sobre o Rio Cuito. Faz-se avançar rapidamente para o Umpulo uma equipa de abertura, a qual no dia 05 de Novembro dá início à Operação “Extemporânea”.

Numa primeira fase, com duração de 5 dias, abrem-se aqueles 59 km que viriam a sofrer beneficiação de retorno nos 5 dias que se seguiram.

No dia 20 de Novembro reuniu-se no Mutumbo toda a Companhia e inicia-se a retirada de todo o pessoal e equipamento, por escalões, para o Luso.

No dia 05 de Janeiro/73 foi a data oficial do fim da comissão.




http://www.ceng3336.net/historia_da_comp.html